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Advogados, parentes do ex-senador Clésio Andrade e empresários receberam suposta vacina contra a Covid-19 clandestinamente em BH


Documento, obtido com exclusividade pela TV Globo, estava na garagem da Saritur e é uma pista importante na investigação Policiais federais apreenderam a lista na gaveta de Rômulo Lessa, dono da empresa Saritur Reprodução/TV Globo Entre as 57 pessoas que constam na lista apreendida pela Polícia Federal na investigação sobre a vacinação clandestina contra a Covid-19 em Belo Horizonte constam advogados, um aluno de doutorado, um dentista e quatro parentes do ex-senador Clésio Andrade. Irmãos do ex-senador Clésio Andrade teriam tomado vacina clandestina, diz PF Ex-senador suspeito de tomar vacina falsa diz que se imunizará na rede pública Vacinação clandestina contra a Covid-19 em BH: veja o que se sabe e o que falta saber O documento, obtido com exclusividade pela TV Globo, mostra que diretores do Sindicato das Empresas de Ônibus da Região Metropolitana e empresários do setor de transporte também aparecem como beneficiados pela imunização irregular. O ex-senador nega ter recebido o imunizante, mas admitiu que esteve na garagem. Conforme constatou a reportagem, a maioria dessas pessoas mora em bairros luxuosos e condomínios fechados da região metropolitana de Belo Horizonte. A lista estava dentro de uma das gavetas de Rômulo Lessa, que é dono da Saritur e que, segundo as investigações, seria um dos articuladores do esquema de vacinação. Em depoimento à Polícia, o empresário confirmou que a garagem foi utilizada por dois dias seguidos para realizar a vacinação clandestina. O documento é uma pista importante, mas traz os dados de apenas um dos dias. Os investigadores acreditam que pelo menos outras 30 pessoas foram imunizadas na garagem da Saritur. Histórico de golpes As doses foram aplicadas pela falsa enfermeira Cláudia Pinheiro. Apesar de se apresentar como profissional de saúde, ela nunca teve registro no Conselho de Enfermagem. “Ela sempre falava que era enfermeira, que era instrumentador, mas nunca mostrou para a gente uma carteirinha”, disse uma mulher que trabalhou com Cláudia e que não quis se identificar. Ainda de acordo com a mulher, que trabalhava como cuidadora de idosos com Cláudia, não era de hoje que a falsa enfermeira aplicava golpes. Segundo os relatos, ela pedia dinheiro emprestado e, ao ser cobrada, inventava desculpas para não pagar o valor. Essa não foi a única vez que Cláudia teria desaparecido com o dinheiro dos outros. A TV Globo apurou que há diversos processos contra ela na Justiça. Em um dos casos, uma das vítimas diz ter perdido R$ 20 mil. A mulher que trabalhou com Cláudia relata ainda que as informações eram de que a falsa enfermeira era perigosa. “As pessoas falavam que ela era meio perigosa, que tinha envolvimento com pessoas que eram perigosas e a gente ficou com medo mesmo de ir atrás do dinheiro que tinha que receber justamente por isso. (Por conta) do que era ela seria capaz de fazer”, diz. Neste sábado (3), Cláudia teve o pedido de habeas corpus aceito pela Justiça e foi solta provisoriamente. O advogado dela, Bruno Agostini, disse que ainda não teve acesso às investigações. “A senhora Cláudia está à disposição de esclarecer os fatos, contato que ela tenha acesso às alegações que estão sendo trazidas contra ela”, informou. Vídeos mais assistidos do G1 Minas nos últimos 7 dias:

source https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/04/04/advogados-parentes-do-ex-senador-clesio-andrade-e-empresarios-receberam-suposta-vacina-contra-a-covid-19-clandestinamente-em-bh.ghtml

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