
Unidade ampliou os turnos de trabalho para a atender a cartela de cerca de 70 redes pública e privada. Empresa de Mogi das Cruzes dobra a produção de oxigênio durante o agravamento da pandemia Uma das maiores fábricas de oxigênio no estado de São Paulo, com planta em Mogi das Cruzes, dobrou a produção do gás no mês de março deste ano. Além disso, a unidade mantém a preocupação com os funcionários que atuam diretamente com os hospitais, mas ainda não foram imunizados contra a Covid-19. Nas condições líquida ou gasosa, o oxigênio protagoniza entre os insumos mais procurados para o abastecimento dos hospitais que tratam pacientes com a Covid-19. Em uma multinacional com base em Mogi a demanda disparou em março, para atender cerca de 70 instituições públicas e privadas de vários estados do Brasil. “O que nós vimos é que de março de 2020 a fevereiro deste ano, nós vimos um aumento na demanda na ordem de 25% do que nós tínhamos antes. Em março, houve um aumento substancial de 50% no estado de São Paulo. Considerando a nível Brasil, porque nós também temos outra planta no Rio Grande do Sul, nós tivemos um aumento de 100%”, detalha o gerente-geral da unidade, Marcus Silva Além das unidades que a indústria já atende, tem ainda os novos contratos, de leitos que foram abertos para tratamento da Covid 19. No Alto Tietê, por exemplo, a instalação do sistema de oxigênio do hospital Arnaldo Pezzuti Cavalcanti foi feita por eles. “Fizemos toda a instalação a toque de caixa. O trabalho que normalmente levaria 45 dias, foi finalizado em cinco, por causa da urgência”, ressalta Marcus. Planta em Mogi das Cruzes atende a 70 redes particular e pública no fornecimento de oxigênio. Reprodução/TV Diário Para entender o caminho do oxigênio até os hospitais, o Diário TV entrou em uma linha de produção para mostrar o passo a passo de um processo que é pura química. Tudo começa por um filtro de sucção. Nele é o oxigênio é captado direto da atmosfera e vai para os tanques de purificação. Nessa fase ele é filtrado para que lá na frente o oxigênio atinja o nível de 99,5% de pureza. Depois o ar segue para uma torre de 63 metros de altura onde os gases oxigênio, nitrogênio e argônio são separados. Eles são colocados em temperaturas extremamente baixas para que atinjam o seu estado líquido. Prontos para serem distribuídos, os gases são armazenados em tanques e depositados em caminhões-tanque. O argônio e o nitrogênio também são usados em hospitais. Um para a limpeza e outro para manutenção dos equipamentos. Além do estado líquido, o oxigênio também segue para os hospitais na forma gasosa. Ele fica armazenado em um tanque e passa por vaporizador, onde acontece a transformação para o estado gasoso. Depois o gás segue pela tubulação até sair do outro lado para ser envasado nos cilindros. Depois de conferidos e lacrados, os cilindros ficam em quarentena por 40 horas para estabilização. “Assim que ele sai do processo de destilação criogênica, é assim que nós distribuímos. Além do uso medicinal, ele tem o uso em diferentes indústrias. Muitas delas essenciais. Por exemplo a farmacêutica, de alimentos”, pontua o gerente-geral. Um dos caminhões deixa a empresa rumo à Santa Casa de São Paulo levando 144 unidades. O hospital filantrópico, inclusive, foi um dos que mais registraram alta nos pedidos. “Especificamente no caso do Hospital das Clínicas, que é o hospital de maior demanda da nossa cartela de clientes, ele teve aí um aumento de 100% em relação à demanda que ele tinha até o mês de fevereiro”, conta. Segundo o gerente-geral, por enquanto a indústria está conseguindo suprir a demanda de pedidos. Para abastecer os hospitais, foi necessário otimizar toda a logística, já que novas contratações a toque de caixa não são possíveis. “Implementamos turnos adicionais. Também fizemos uma série de otimizações nessa logística para conseguir dar conta dessa demanda. Demos conta. Atendemos a todos os nossos clientes”, diz. Dos 140 trabalhadores da unidade de Mogi da Cruzes, metade está na linha de frente, entrando em hospitais seja para instalar, abastecer ou fazer manutenções. O que tem preocupado a gerência é a alta na taxa de contaminação dos funcionários. O pedido é para que esses profissionais sejam priorizados na fila de vacinação contra a Covid-19. “Hoje em dia eu diria que essa é uma das principais preocupações que nós temos. A gente tinha em média em torno de 1% da nossa força de trabalho contagiada mensalmente. No mês de março foi para 2,5%. Um aumento de 150%”, ressalta Marcus. Sobre pedido do dono da empresa que produz oxigênio, para que os funcionários responsáveis pela instalação dos cilindros nas unidades de saúde sejam incluídos na lista de prioridades da vacinação, a Secretaria de Estado da Saúde respondeu que a destinação de mais vacinas contra Covid-19 pelo Ministério da Saúde é crucial para continuidade da campanha e expansão dos grupos prioritários. A pasta acrescentou ainda que toda estratégia de distribuição das grades e inclusão de novos públicos segue os critérios técnicos definidos pelo programa nacional de imunizações à medida que o ministério viabiliza novos quantitativos. Assista a mais notícias do Alto Tietê
source https://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2021/04/20/empresa-de-oxigenio-com-planta-em-mogi-registrou-aumento-de-100percent-na-demanda-pelo-gas-em-marco.ghtml


