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Santa Casa de Itu rompe contrato emergencial com empresa de gestão

Segundo a prefeitura, INCS não cumpriu obrigações contratuais na prestação dos serviços, resultando na interrupção dos repasses. Nova empresa foi contratada de forma emergencial e licitação para contratação definitiva está em andamento. A Prefeitura de Itu (SP) informou, nesta quarta-feira (7), que o contrato emergencial firmado entre a Santa Casa e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS) foi rompido. Em novembro de 2020, o poder público assumiu a intervenção da Santa Casa. O hospital era administrado pela Sociedade São Camilo havia 11 anos, mas o contrato venceu em setembro e não foi renovado. A INCS foi contratada emergencialmente para lidar com as questões trabalhistas. A decisão do desligamento da empresa, segundo a prefeitura, visa "garantir o atendimento à população em tempos de pandemia e assegurar a manutenção dos direitos dos funcionários da Santa Casa". De acordo com o órgão, a INCS "não cumpriu obrigações contratuais na prestação dos serviços, resultando na interrupção dos repasses, efetuados na modalidade fundo a fundo (via governos federal e estadual)". A prefeitura informou que a situação está sendo tratada em âmbito judicial. Ainda de acordo com o poder público, uma nova empresa foi contratada, também em caráter emergencial. A escolhida foi a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo (SP). A licitação para definir a empresa que assumirá em caráter definitivo ainda está em andamento. Impasse A intervenção na Santa Casa de Itu no dia 26 de novembro provocou tumulto entre os pacientes que buscaram atendimento na unidade no dia 1º de dezembro. Segundo relatos, houve demora e muitas pessoas não conseguiram ser atendidas. O G1 conversou com uma técnica de enfermagem que contou que, depois que a Sociedade São Camilo deixou a administração, não houve um comunicado oficial a respeito da situação dos trabalhadores da Santa Casa. De acordo com ela, as demissões não foram formalizadas e os funcionários não teriam recebido benefícios, como a segunda parcela do 13º salário e taxas trabalhistas. Por isso, muitos não sabiam se deveriam ir trabalhar ou não. Na época, a prefeitura informou que passou o contrato emergencial de gestão para o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS) no dia 30 de novembro. O prefeito Guilherme Gazzola (PL) disse ainda que o poder público não tinha relação com as questões trabalhistas. Ainda segundo a prefeitura, a Irmandade da Santa Casa e a Sociedade Beneficente São Camilo estão respondendo ao Ministério Público do Trabalho. O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Sorocaba (SP), também abriu uma investigação para apurar irregularidades na antiga administração da Santa Casa de Itu. VÍDEOS: veja as reportagens do Bom Dia Cidade e do TEM Notícias de Sorocaba e Jundiaí Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí

source https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2021/04/07/santa-casa-de-itu-rompe-contrato-emergencial-com-empresa-de-gestao.ghtml

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