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Viúva de vigilante baleado no Rio diz que PMs estavam escondidos e atiravam para a rua: 'Meu marido estava chegando'

Denis Francisco Lima Paes, 46 anos, foi atingido quando voltava para casa no Morro dos Prazeres após 10 horas de trabalho, segundo a mulher. O marceneiro Gemerson Patricio de Souza foi atingido no Morro do Juramento, na Zona Norte. Parentes das vítimas dos confrontos de ontem acusam policiais militares de terem agido com violência A viúva do vigilante Denis Francisco Lima Paes, 46 anos, baleado no tiroteio entre policiais e traficantes no Morro dos Prazeres, na Região Central do Rio, disse que o marido foi atingido chegava do trabalho por PMs que estavam escondidos no alto de uma casa. Denis foi ferido na perna e morreu no hospital. No IML nesta quarta-feira (28), Carla Rodrigues deu uma declaração contestando a versão da Polícia Militar de que os policiais foram atacados pelos criminosos. "Os polícia estavam escondidos numa casa em cima [morro]. Tanto é que eles atiraram com a janela fechada e estilhaçaram o vidro do prédio. Eles estavam em cima dos bandidos quando atiraram em todo mundo que estava passando. O meu marido estava chegando [ao morro]. É a terceira vez que eles fazem isso lá", disse. Ela disse ainda que encontrou a carteira de trabalho do marido na subida de uma escada quando voltou para casa. Além do vigilante, o marceneiro e uma caixa de supermercado estão entre os 18 baleados na terça-feira (27) nas trocas de tiros entre PMs e traficantes em diferentes pontos do Rio. O marceneiro Gemerson Patricio de Souza morreu após ser baleado no Morro do Juramento, Zona Norte do Rio. Testemunhas disseram que o marceneiro estava descendo a passarela perto da comunidade para chegar ao trabalho quando foi atingido. A família de Gemerson não quis gravar entrevistas. A caixa Bruna Barros Viana, de 39 anos, foi atingida no pescoço, quando estava dentro de uma van. Ela está internada no Hospital Municipal Souza Aguiar. O estado de saúde dela é estável. Tiroteios em comunidades do Rio deixam pelo menos 9 mortos em 12 horas; seis eram suspeitos, diz PM Nesta quarta, a PM informou que a Delegacia de Homicídios abriu inquérito para apurar a morte de oito pessoas. A polícia não informou a identidade da nona vítima. Ainda segundo a corporação, as armas foram apreendidas para exames. A corporação disse ainda que instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias dos tiroteios. A PM voltou a afirmar que os policiais foram recebidos a tiros nas ações que aconteceram no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido, no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e no Morro da Providência, no Centro. Também houve confrontos em outras duas comunidades: Mangueira e Lins, ambas na Zona Norte. Prazeres A noite de segunda-feira e a madrugada de terça foram marcadas por tiroteios no Morro dos Prazeres. Segundo a Polícia Militar, a troca de tiros começou após traficantes atacaram agentes da corporação. O chefe do tráfico do morro, conhecido por 'Marcelinho dos Prazeres', e outro traficante, identificado apenas como Gabriel GB, morreram. Operações excepcionais Há dez meses as operações em favelas do Rio estão proibidas pelo Supremo Tribunal Federal, por causa da pandemia. A decisão só autoriza ações em hipóteses excepcionais. E nesses casos, ainda é preciso justificar, por escrito, ao Ministério Público do estado, em até 24 horas. Mas, de acordo com um levantamento do MP, desde o início dessa restrição foram registradas 500 operações em comunidades do estado.

source https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/04/28/viuva-de-vigilante-baleado-no-rio-diz-que-pms-estavam-escondidos-e-atiravam-para-a-rua-meu-marido-estava-chegando.ghtml

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