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Caso Eliza Samudio: Primeiro dia de julgamento de ex-policial termina com 11 pessoas ouvidas


Na avaliação do advogado de defesa, o primeiro dia foi positivo; goleiro Bruno e Macarrão foram estão entre as testemunhas ouvidas. Ex-policial José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, é julgado por envolvimento no caso Eliza Samudio Reprodução/TV Globo O júri popular do ex-policial José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, acusado de envolvimento na morte de Eliza Samudio, terminou por volta das 23h desta quarta-feira (25), depois de 13 horas de duração. O julgamento, realizado no fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deve ser retomado na manhã desta quinta-feira (26). Das 20 testemunhas intimadas, 11 foram ouvidas no primeiro dia. Entre elas, o ex-goleiro Bruno Fernandes e o amigo dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão. Os dois foram ouvidos por videoconferência. O último a depor foi o réu, ouvido por duas horas. Ele respondeu a todas as perguntas e negou a participação no crime. O advogado de defesa, Rodrigo Simplício, avaliou o primeiro dia do júri. "Ninguém ganha em um júri. Todo mundo perde, a família da vítima... o que o Ministério Público impõe não é vitória. Nem a absolvição da defesa se torna vitória. Todos perdem. O desgaste é muito grande e o sentimento de injustiça também é muito grande", descreveu. O advogado Rodrigo Simplício defende o ex-policial José Lauriano de Assis Filho Reprodução/TV Globo Próximas etapas Os debates entre acusação e defesa, que podem ter réplica e tréplica, começam depois de o réu ser ouvido. E, somente na sequência, o conselho de sentença se reunirá para decidir se considera o réu culpado ou inocente. Participação do ex-policial Conforme a denúncia, Zezé também ajudou a manter Eliza e o bebê em cárcere privado até o dia 10 de junho, quando a mulher foi assassinada. O ex-policial ainda teria participado da morte dela ao lado de Marcos Aparecido de Souza, o Bola, e corrompido o então adolescente Jorge Luiz Lisboa Rosa a ajudá-lo a ocultar o cadáver de Eliza. O MP sustenta que, em 16 de julho de 2011, Zezé e Gilson Costa ameaçaram a testemunha Jaílson Alves de Oliveira dentro da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Belo Horizonte. Jaílson tinha sido companheiro de cela de Bola na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, e, por isso, ficou sabendo de detalhes da morte de Eliza. A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva de Zezé, em julho de 2015, mas ele não foi encontrado e passou a ser considerado foragido. Em 12 de agosto de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu habeas corpus ao ex-policial e deu direito a ele de responder ao processo em liberdade. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), José Lauriano não possui passagens pelo sistema prisional mineiro. Um dos advogados de Zezé, Rodrigo Simplício, disse, nesta quarta-feira, que reafirma a inocência do cliente. Outros envolvidos O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime e reduzida pela confissão do jogador. Eliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes Reprodução / Arquivo Pessoal / TV Globo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado, em 2012. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e por ocultação do cadáver. Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, foram condenados por sequestro e cárcere privado do filho de Elisa Samudio em 2013. A pena de Elenilson foi de três anos em regime aberto, e a de Wemerson, de dois anos e meio também em regime aberto. Fernanda Castro, que era namorada de Bruno, foi condenada, em primeira instância, a três anos de prisão, mas a pena foi substituída por prestação pecuniária e de serviços à comunidade. Os vídeos mais vistos do G1 MG nos últimos dias:

source https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/08/26/caso-eliza-samudio-primeiro-dia-de-julgamento-de-ex-policial-termina-com-11-pessoas-ouvidas.ghtml

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