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RJ autoriza que cidades sem estoque da AstraZeneca usem Pfizer na segunda dose

O Ministério da Saúde já havia autorizado a intercambialidade de vacinas, em situações de exceção, quando não for possível administrar a segunda dose do mesmo fabricante. RJ autoriza que cidades sem estoque da AstraZeneca usem Pfizer na segunda dose O governo do Rio autorizou a aplicação da vacina da Pfizer em caso de falta da AstraZeneca para a segunda dose. “Intercambialidade”: uma palavra difícil, mas muito ouvida nos últimos tempos. Ela significa uma vacinação feita com dois imunizantes diferentes: a primeira dose de um é complementada pela segunda dose de outro. É essa a estratégia da Secretaria estadual de Saúde do Rio. Uma nota técnica divulgada nesta terça-feira (17) autoriza os 92 municípios do estado a fazerem uma combinação de vacinas. Caso falte a segunda dose da AstraZeneca, ela pode ser substituída pela Pfizer. “Principalmente num cenário de circulação de variante delta, está autorizado, em caráter excepcional, naqueles municípios onde houver falta da segunda dose da AstraZeneca aplicar a Pfizer”, diz o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe. O Ministério da Saúde já havia autorizado a intercambialidade de vacinas em situações de exceção, quando não for possível administrar a segunda dose do mesmo fabricante. E cita estudos feitos em outros países onde o uso da Pfizer complementando a AstraZeneca indica uma resposta imune considerada robusta. A autorização do governo do Rio chega num momento em que a produção de AstraZeneca pela Fundação Oswaldo Cruz tem ficado abaixo do previsto. De acordo com a previsão inicial do Ministério da Saúde para junho, a produção da Fiocruz seria de 34 milhões de doses de AstraZeneca, mas ficou em 18 milhões. Em julho, seriam 15 milhões, mas também ficou abaixo. Para agosto, estavam previstos 13 milhões de doses, mas a meta foi revisada, e mais uma vez, encolheu. A Fiocruz afirma que, no início da produção, recebia do laboratório mais lotes de IFA, ingrediente farmacêutico ativo. “Até no começo conseguiu entregar um pouquinho mais, mas depois de maio, até pela pressão de outros mercados, voltou a entregar dois lotes por mês, que é o que está no nosso contrato, que fez essa pequena diminuição”, explica o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger. A Fiocruz informou que vai entregar 18 milhões de doses por mês, em média, até o fim do ano. “Nós deveremos receber ainda nesse mês de agosto mais três lotes de IFA. Nós não temos nenhuma expectativa de realmente ter um desabastecimento”, afirma Marco Krieger. O infectologista e professor da USP Esper Kallas sugere cautela na mistura de doses de vacinas diferentes, porque os estudos ainda são preliminares e essa combinação deve ser feita, apenas, com orientação das autoridades. Só reforça a necessidade da imunização completa. “Entre não vacinar e vacinar com uma mistura, eu prefiro vacinar com uma mistura. Claro que baseado em dados que já mostrem que isso é seguro e induza uma quantidade de anticorpos protetores que seja satisfatório. O pior cenário é deixar a população desprotegida”, diz Esper Kallas.

source https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/08/17/rj-autoriza-que-cidades-sem-estoque-da-astrazeneca-usem-pfizer-na-segunda-dose.ghtml

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