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Príncipe da Jordânia promete lealdade ao rei Abdullah II após mediação da família real


O príncipe Hamza bin Hussein estava em prisão domiciliar. Seus aliados políticos foram presos. A Jordânia é um país aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio. Príncipe Hamza bin Hussein em imagem de 2004 Ali Jarekji/Reuters O ex-príncipe regente da Jordânia, Hamza bin Hussein, prometeu ser leal ao rei Abdullah II nesta terça-feira (6), horário local, após mediação da família real. Hamza ficou em prisão domiciliar por dois dias depois de ter sido acusado de tentar desestabilizar o país com a ajuda de aliados e estrangeiros. O príncipe assinou uma carta na qual se coloca à disposição do monarca. A Corte jordana informou que Hamza se reuniu com outros príncipes durante esta segunda. "Permanecerei leal à herança de meus ancestrais, a Sua Majestade o Rei, bem como a seu príncipe herdeiro, e estarei disponível para ajudá-los e apoiá-los", escreveu Hamza. Segundo o documento, o ex-príncipe regente da Jordânia se compromete a respeitar a Constituição do país e apoiar Abdullah II. No sábado (4), os militares disseram que emitiram um aviso ao príncipe por suas ações que tinham como alvo a segurança e estabilidade do país. Príncipe desafiou prisão Príncipe da Jordânia acusado de golpe desafia ordem de prisão Em uma conversa por telefone, cuja gravação foi transmitida domingo à noite no Twitter, Hamza disse a um interlocutor não identificado que não acataria as ordens do chefe de Estado-Maior sobre a proibição de sair, tuitar e se comunicar com pessoas além da família. A pedido do rei, o chefe do Estado-Maior visitou no sábado a residência do príncipe Hamza para pedir que "interrompesse as atividades que poderiam ser usadas para minar a estabilidade e a segurança da Jordânia". "Gravei toda a conversa e a publiquei", disse o príncipe. "Agora estou esperando para ver o que vai acontecer e o que vão fazer. Não quero fazer algum movimento, porque não quero que a situação piore." Interferência estrangeira O vice-primeiro ministro da Jordânia, Ayman Safadi, disse que o príncipe Hamza, meio-irmão do atual rei, era investigado há algum tempo. "As investigações monitoraram interferências e comunicações com estrangeiros sobre qual seria o momento certo de desestabilizar a Jordânia", afirmou Safadi. Entre os estrangeiros aos quais ele faz referência, está uma agência de inteligência contratada pela mulher do príncipe Hamza para planejar a saída deles da Jordânia. A mãe de Hamza, a rainha Noor, defendeu seu filho. Ela afirmou que reza para que a verdade e a justiça prevaleçam e classificou as acusações de calúnias perversas. Apoio internacional Os países vizinhos e aliados do Irã se solidarizaram com o rei Abdullah, um aliado importante dos Estados Unidos. A Jordânia é um dos países mais estáveis do Oriente Médio. Alguns políticos de oposição defenderam o príncipe Hamza, o que desagradou o rei, de acordo com fontes próximas da família.

source https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/04/05/principe-da-jordania-promete-lealdade-ao-rei-abdullah-ii-apos-mediacao-da-familia-real.ghtml

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