
Missionários tinham viagem marcada em dezembro, mas companhia aérea desmarcou passagens. Anvisa colocou país na lista de recomendação ao governo federal para barrar entrada de viajantes. Missionários de Ribeirão Preto esperam decisão das companhias aéreas para voltar ao Brasil O casal de missionários Jefferson Branquinho Buffi e Tania Regina Campos Buffi tinha viagem marcada com os filhos de Moçambique, na África, ao Brasil no dia 7 de dezembro. Os planos de passar as festas de fim de ano e as férias com o restante da família em Ribeirão Preto (SP) foram frustrados, mais uma vez, por causa da pandemia de Covid-19. A variante ômicron, detectada na África do Sul e responsável por um novo alerta mundial, levou companhias aéreas a cancelarem os voos. “Não estamos conseguindo sair daqui. Agora que a gente pensou que estava tudo normalizando, vamos tentar ir para o Brasil, acontece isso. Já é a segunda vez que estou passando por isso e a gente não tem muita opção. É uma coisa que quando você pensa que está tudo bem, do nada acontece. É algo imprevisível. Não podemos culpar ninguém”, diz Jefferson. Na segunda-feira (29), passou a valer no Brasil uma proibição temporária para voos que tenham origem ou passagem, nos últimos 14 dias, por África do Sul Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também recomendou ao governo brasileiro a proibição da entrada de viajantes de Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia. Tania e o marido Jefferson Buffi tiveram voo de Moçambique ao Brasil cancelado por causa da variante ômicron Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM: 1ª imagem da variante ômicron revela mais que o dobro de mutações que a delta Veja países que já restringiram voos devido à nova variante do coronavírus Longe de casa Os brasileiros moram em Moçambique há 11 anos, onde atuam como voluntários de uma igreja para ajudar famílias carentes. Em 2020, o casal comprou passagens para a família viajar a Ribeirão Preto, mas a pandemia interrompeu o embarque. Um ano depois, a situação se repete e os dois missionários não têm ideia de quando vão poder rever os familiares. “Iríamos no dia 7 de dezembro e retornaríamos em março. Não temos outra data por causa que os meus filhos estudam, não dá para ir no meio do ano. A gente costuma ir de férias para visitar família, amigos, parceiros, as igrejas que nos apoiam e fazer um checkup. Como nós temos poucos recursos médicos aqui, quando a gente vai para o Brasil, aproveita para verificar a saúde, tudo direitinho”, diz Tania. Tania, Jefferson e os filhos junto com crianças moçambicanas em projeto missionário Arquivo pessoal/Divulgação Falta de informação Ela e o marido foram vacinados com a dose única da Janssen. Jefferson afirma que mesmo morando próximo à África do Sul, faltam informações em Moçambique sobre o impacto da variante ômicron. A troca de informações é feita por meio de grupos de conversas por aplicativo que reúnem missionários em diferentes países. “Eu tenho receio em relação a essa nova cepa porque a gente não tem uma informação concreta. Uns falam uma coisa e outros falam outra. Nós ouvimos uma médica da África do Sul que falou que não é para gerar pânico, não ficar alarmando que é algo grave, que eles estão tendo contato lá. Nada melhor do que eles. Aqui, aparentemente, é como se não tivesse nada. Entre nós missionários, brasileiros, está normal.” Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
source https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2021/11/30/brasileiros-tem-voo-cancelado-de-mocambique-por-causa-da-variante-omicron-nao-estamos-conseguindo-sair-daqui.ghtml


