
Segundo a publicitária Dayane Oliveira, de 27 anos, a empresa surgiu a partir da vontade trazer representatividade para creators e profissionais negro e LGBTQIA+. Letícia Sotero e Dayane Oliveira, criadoras da agência asmin(as) conteúdo digital Reprodução/Redes Sociais Um das mais famosas frases da filósofa estadunidense Angela Davis diz que “numa sociedade racista não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”. A máxima é levada ao pé da letra pela agência baiana de conteúdo digital asmin(as). A empresa afirma trabalhar por meio de uma comunicação antirracista. Segundo a publicitária e CEO da agência, Dayane Oliveira, de 27 anos, a empresa foi criada em parceria com Leticia Sotero, que também é formada na área de publicidade, e conta com uma equipe 100% preta. Ainda segundo Dayane, a agência "nasceu a partir da vontade de revolucionar a comunicação, de trazer representatividade tanto entre creators [produtores de conteúdo para internet], quanto entre os profissionais negro e/ou LGBTQIA+". "A gente sentia uma necessidade no mercado de profissionais e influenciadores negros. Logo, surgimos como assessoria para influenciadores negros, mas recentemente expandimos o negócio e nos tornamos uma agência digital completa, que trabalha com influenciadores e marcas", explicou. "Temos duas frentes de ação, o marketing de influencia, onde construímos narrativas com propósitos, e também prestamos serviço de gerenciamento de redes sociais para marcas, com estratégia digital pautada na diversidade e representatividade", salientou. Agência de conteúdo digital asmin(as) Reprodução/Redes Sociais Apesar da agência ter apenas um ano e seis meses de existência, Dayane diz que o sentimento é de ter vivido 10 anos em um. "Em pouco tempo de agência, a gente conseguiu sair do formato home office e/ou coworking [modelo de trabalho que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório] para um espaço físico nosso. Foi uma grande conquista, além de trazer credibilidade", destacou. Comunicação antirracista Agência de conteúdo digital asmin(as) Reprodução/Redes Sociais Um dos diferenciais de asmin(as) é justamente o foco na comunicação antirracista. De acordo com Dayane, geralmente acontece de uma empresa levantar a bandeira contra o racismo, mas não ter profissionais negros no time. "Para além do discurso, [precisamos observar quais são] as pessoas que estão por trás dessa estratégia, [devemos] respeitar a comunidade negra e ter cuidado em como vamos trazer o conteúdo". Para a CEO, a comunicação antirracista é natural na empresa, já que a equipe é formada por profissionais pretos. Além disso, ela destaca a importância de lutar contra o racismo durante todo o ano e não apenas no mês de novembro. "Não devemos ter essa visão apenas em novembro, porque vivemos o racismo em 365 dias do ano, não podemos diminuir a agenda a apenas um momento", destacou. "Nossa luta é sobre direcionar recursos públicos para que a gente minimize o impacto [do racismo] na vida de pessoas negras", complementou. Agência de conteúdo digital asmin(as) Reprodução/Redes Sociais Sobre o futuro, a publicitária afirma que a empresa está em movimento e garante que a comunicação é usada como transformação social. "Estamos sempre acompanhando as tendências, pois a gente entende que o digital muda de um dia para o outro e isso é um grande desafio. [Queremos ser] uma agência de referência no mercado digital, que usa essa linguagem [e foca em] discursos que trazem representatividade, [além de] promover projetos em que a gente abarque profissionais negros", finalizou. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 Ouça 'Eu Te Explico' 🎙
source https://g1.globo.com/ba/bahia/novembronegro/noticia/2021/11/30/ceo-de-agencia-baiana-com-equipe-100percent-preta-destaca-importancia-da-comunicacao-antirracista-vivemos-o-racismo-em-365-dias-do-ano.ghtml


